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NOS BRAÇOS DE XANGÔ

SENSAÇÕES

No decurso de uma cerimônia onde os ritmados tambores eram tocados com insistência para que Iansã pudesse tomar o corpo de mãe Carmem, JUssara começou a sentir-se incomodada e atordoada com a velocidade daquele som, perdendo lentamente o domínio do seu corpo. “Nunca senti nada parecido. Sentia como se eu fosse um boneco sendo levado por uma força estranha. Meu corpo não me pertencia mais”.   Na tentativa controlar aquela situação até então desconhecida, a abian (futura iniciada) levava as mãos aos ouvidos como que para se proteger, perdendo o equilíbrio e sentindo fortes arrepios. Suas pupilas pesavam e os olhos fechavam espontaneamente. A cada batida dos atabaques, ela ia perdendo o chão tentando apoiar-se em qualquer objeto próximo, oscilando,voltando-se sobre si mesma. Inesperadamente,  Jussara cai sobre o solo, agitada pelo som dos tambores sagrados e freqüentemente por sobressaltos violentos, rolando de um lado a outro do salão. Logo em seguida, o corpo dela ficou somente estendido no chão, inerte e rígido, como em estado de catalepsia.

Jussara então foi rapidamente recoberta com um pano branco e carregada por quatro ogãs (homens responsáveis pelos toques dos atabaques e pelo sacrifício de animais) até o pejí, local consagrado aos orixás. A esta altura, Patrícia estava desesperada querendo notícias da acompanhante. As ekedes (mulheres responsáveis pelas vestimentas dos orixás e pela organização do terreiro) tentavam tranqüilizá-la dizendo que a amiga ficaria bem e que tudo foi apenas uma manifestação da vontade do orixá.

Iansã encerrou a cerimônia dançando majestosamente no barracão e os convidados extasiados, aplaudiam insistentemente seguindo o ritmo que a embalava. No final da cerimônia, todos foram à  área externa do terreiro para experimentar o caruru que era servido. Iansã lentamente  saira do corpo de mãe Carmem que no mesmo ritmo  voltava a si,  sem ainda saber sobre o que tinha acontecido com a colega de trabalho.

Após voltar a si, mãe Carmem foi informada pela ekede sobre o fato e preocupada, foi ao pejí para chamar Jussara a voltar a si. No entanto,  ela não sabia que Xangô, orixá de Jussara,  preparava para ambas uma grande surpresa, pois nesta tentativa, ele não deixou o corpo de Jussara, batendo fortemente o seu rosto contra o chão, manifestando a sua vontade de ser filho deste terreiro.

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